terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A verdadeira história de Jorge da Capadócia

Por: Hermes C. Fernandes


Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge de Anicii. Filho de pais cristãos, converteu-se a Cristo ainda na infância, quando passou a temer a Deus e a crer em Jesus como seu único e suficiente salvador pessoal. Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe, após a morte de seu pai. Tendo ingressado para o serviço militar, distinguiu-se por sua inteligência, coragem, capacidade organizativa, força física e porte nobre. Foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade.
Tantas qualidades chamaram a atenção do próprio Imperador, que decidiu lhe conferir o título de Conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções. Nessa mesma época, o Imperador Diocleciano traçou planos para exterminar os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses. Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande coragem sua fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens.
Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: “O QUE É A VERDADE?”.Jorge respondeu: “A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nEle confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade.” Como Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o Imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Porém, este santo homem de DEUS jamais abriu mão de suas convicções e de seu amor ao SENHOR Jesus. Todas as vezes em que foi interrogado, sempre declarou-se servo do DEUS Vivo, mantendo seu firme posicionamento de somente a Ele temer e adorar.
Em seu coração, Jorge de Capadócia discernia claramente o propósito de tudo o que lhe ocorria:
… vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos acontecerá para que deis testemunho”. (Lucas 21.12:13 – Grifo nosso).
A fé deste servo de DEUS era tamanha que muitas pessoas passaram a crer em Jesus e confessa-lo como SENHOR por intermédio da pregação do jovem soldado romano. Durante seu martírio, Jorge mostrou-se tão confiante em Cristo Jesus e na obra redentora da cruz, que a própria Imperatriz alcançou a Graça da salvação eterna, ao entregar sua vida ao SENHOR. Seu testemunho de fidelidade e amor a DEUS arrebatou uma geração de incrédulos e idólatras romanos.
Por fim, Diocleciano mandou degolar o jovem e fiel discípulo de Jesus, em 23 de abril de 303. Logo a devoção a “São” Jorge tornou-se popular. Celebrações e petições a imagens que o representavam se espalharam pelo Oriente e, depois das Cruzadas, tiveram grande entrada no Ocidente. Além disso, muitas lendas foram se somando a sua história, inclusive aquela que diz que ele enfrentou e amansou um dragão que atormentava uma cidade…
Em 494, a idolatria era tamanha que a Igreja Católica o canonizou, estabelecendo cultos e rituais a serem prestados em homenagem a sua memória. Assim, confirmou-se a adoração a Jorge, até hoje largamente difundida, inclusive em grandes centros urbanos, como a cidade do Rio de Janeiro, onde desde 2002 faz-se feriado municipal na data comemorativa de sua morte.
Jorge é cultuado através de imagens produzidas em esculturas, medalhas e cartazes, onde se vê um homem vestindo uma capa vermelha, montado sobre um cavalo branco, atacando um dragão com uma lança. E ironicamente, o que motivou o martírio deste homem foi justamente sua batalha contra a adoração a ídolos…
Apesar dos engano e da cegueira espiritual das gerações seguintes, o fato é que Jorge de Capadócia obteve um testemunho reto e santo, que causou impacto e ganhou muitas almas para o SENHOR. Por amor ao Evangelho, ele não se preocupou em preservar a sua própria vida; em seu íntimo, guardava a Palavra:
…Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte” (Filipenses 1.20).
Deste modo, cumpriu integralmente o propósito eterno para o qual havia nascido: manifestou o caráter do SENHOR e atraiu homens e mulheres para Cristo, estendendo a salvação a muitos perdidos.
Se você é devoto deste celebrado mártir da fé cristã, faça como ele e atribua toda honra, glória e louvor exclusivamente a Jesus Cristo, por quem Jorge de Capadócia viveu e morreu. Para além das lendas que envolvem seu nome, o grande dragão combatido por ele foi a idolatria que infelizmente hoje impera em torno de seu nome.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Indo, discipulando, batizando e ensinando


A palavra indo do tema proposto, como todas as outras palavras que estão no gerúndio, significa "trabalho continuado", ou seja, o trabalho de missões começa desde o momento da conversão, continua dentro de casa e dá-se seguimento fora dela, e isto, continuamente.
Mas não basta apenas ir e evangelizar, deixando o indivíduo ao léu sem nenhum apoio após a sua conversão, o novo convertido deve ser discipulado, pois não é viável, nem prudente levar o conhecimento da salvação sem dar o segundo passo que o Senhor nos incumbiu de fazer, que é o de discipular, mas podemos nos perguntar: como discipular?
Essa questão é levantada por muitos dos que se dizem conhecedores da verdade que divulgam o evangelho, mas, no entanto, se consideram incapacitados para sustentar um novo convertido na fé, passando esta responsabilidade a outros.
Para responder a pergunta acima indagada é preciso compreender que é a através de duas coisas, ou seja, do ensino e das nossas vidas que nós discipulamos as pessoas, pois conforme andamos nesta vida fazemos "discípulos". No livro de Gálatas 2: 20 compreendemos que discipular envolve deixar Cristo viver em nossas vidas e não mais vivermos para nós mesmos, desta feita, o cristão estará discipulando sem a necessidade de abrir a sua boca, no caso deste não saber discipular através da oralidade (ensino).
A partir do momento em que a pessoa é discipulada por alguém através de testemunho ou por meio da fala é necessário que esta pessoa seja batizada, obedecendo à ordem do Senhor, que nos diz, que devemos crê e ser batizado, sendo que no discipulado é preciso mostrar ao discípulo que as pessoas são apenas criaturas de Deus e não filhas, por isso, necessitam se converter e tornar-se filho de Deus, conforme a bíblia nos relata em João 1: 9 que "todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem filhos de Deus", ou seja, somente os que creem e se arrependem do seu pecado se tornam filhos de DEUS. Portanto aptos ao batismo.
É necessário que todo novo cristão deva ser ensinado para que estes ensinem outras pessoas que "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos 3: 23), o que quer dizer que todos são pecadores e não apenas alguns, mas todos, pois todos estão debaixo da lei do pecado. Neste contexto o pecador receberá um salário e esse salário é a morte conforme Romanos 6: 23, desta feita, quem não tem o Senhor Jesus como Senhor da sua vida, mas rejeita-o e vive uma vida fora da comunhão de Deus, está separado da glória de Deus, sendo que pesa sobre a humanidade a condenação do pecado.
É preciso mostrar para as pessoas que há uma saída, pois em Efésios 2: 8 a bíblia diz: "pela Graça, sois salvos mediante a fé em Cristo Jesus". A humanidade precisa se render aos pés de Jesus e o aceitar pela fé e assim ser salva da condenação Eterna.
Portanto, os cristãos devem divulgar o evangelho para o mundo e obedecer ao Ide de Cristo e ser verdadeiramente um cristão, conhecendo o plano de salvação para divulgar o evangelho, de forma que as pessoas reconheçam as suas condições, se convertam e sejam batizadas e consequentemente desenvolvam a sua salvação, crescendo no conhecimento de Deus.
Esta edificação cristã implica em um diálogo, a leitura da palavra, aprender a orar, ser ensinado a ter uma vida transformada e para não ser levado por qualquer vento de doutrina tendo uma vida de paz e sabedoria cristã, proporcionando, desta feita, o sentimento missionário no servo de Deus.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Dependemos


Dependemos é um movimento de dependência do Senhor. Uma dependência que mova os corações. A oração é fundamental para esta concretude, de forma que ocorra um mover missionário em nossa geração.

Almejamos um despertar missionário em nossa geração. Não apenas o missionário que parte para longe de sua terra, mas também o cristão que vive em sua localidade, em ambientes que precisam do Senhor (a Jerusalém). Cremos que todos precisamos depender do Senhor para fazer a sua obra.
Mas um movimento missionário que dependa do Senhor não pode começar de outra forma que não seja através da oração. Pela oração entendemos que mudamos nossa disposição para com o Senhor, nos tornamos mais prontos para ouvir, mais sensíveis à voz de nosso Pastor e desta forma, dispomos-nos para o seu serviço de forma preparada.
No oitavo capítulo do livro de Apocalipse, João relata a seguinte visão:
“E veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono. E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus.” (Apocalipse 8.2-4)

A oração é fundamental para que ocorra a obra missionária. Este é nosso desejo! É um imenso privilégio saber que o Deus Soberano, o Absoluto sobre toda a criação nos ouve, escuta, recebe as nossas orações. E tomando as imagens aqui descritas por João, aguardamos, através das nossas orações por um despertar em nossa geração. "Oremos sem cessar" por missões.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Porque devemos pregar?

Ao ouvir uma série de mensagens do pastor Eduard Luz (presidente da Novas Tribos do Brasil), no congresso missionário organizado pela AIBRAM, realizado no ano de 2012, sob tema: A igreja e missões no contexto atual, nos compungiu o coração a ouvir o chamado de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo para a sua comissão, pois entendemos naquele evento que devíamos nos dispor efetivamente e não somente ouvir e fingir que não ouvimos, como muitos dos crentes o fazem continuamente, pensando que não serão um dia cobrados sobre a responsabilidade que temos para com as pessoas que não conhecem a Deus. Pensei conscientemente em sair de minha zona de conforto e me dispor para o serviço de meu Deus, tanto é que pensei em lagar tudo e ser um missionário, mas após conversa com o próprio pastor da conferência e outros pastores que conheço tomei a decisão de continuar os estudos, pois todos disseram-me que talvez o senhor queira pessoas mais qualificadas e com a minha futura formação pedagógica poderia ajudar ainda mais no trabalho do Senhor.
A partir daquele dia, minha mente vem sempre me acusando sobre essa responsabilidade de pregar o evangelho, pois Deus está chamando os obreiros para a sua seara, que está branquejando, mas os trabalhadores são poucos, e, os que têm, muitos estão doentes, envelhecendo e a juventude desta geração da computação muitas vezes não querem o compromisso de difundir o evangelho, preferindo, antes ficar em seus mundos de tranquilidade, na sua zona de conforto. Onde estão os verdadeiros cristãos? Conclamamos a todos os jovens cristãos a arregaçarem as suas mangas, a saírem para cumprir o chamado que não é meu, mas do nosso Senhor e Salvador quando diz: “ide por todo o mundo e pregai o evangelho” (Mc 16: 15).
Devemos sair de nossas zonas de conforto, da frente do computador, da televisão, de nossas casas e ver a realidade que muitas pessoas estão sofrendo, até mesmo, na nossa vizinhança, por falte de alguém que pregue.
Os cristãos que estão na frente de batalha necessitam de nossas orações, para que sejam revestidos do poder de Deus e continuem proclamando as boas novas de salvação, pois muitos deles estão sofrendo por pregar o evangelho do Reino de Deus, por amor as almas perdidas, nos países a fora. Mas como é gratificante ouvir e ver a alegria de muitas pessoas que se tornam cristãos por que alguém foi e lhes anunciou o verdadeiro evangelho. Se não houvesse quem não pregasse nós hoje talvez não fossemos salvos em Cristo Jesus, então deixemos o egoísmo de lado querendo a salvação só para nós e façam o que devemos fazer.
A bíblia nos assegura que temos o poder de Deus em nossas mãos, então, sejamos testemunhas de Cristo, onde quer que andemos, proclamando de Jesus Salvação e glória, pois desde que o Senhor nos Salvou já fomos convocados para a mais brilhante missão que um crente pode executar, a de pregar o verdadeiro evangelho, que Cristo veio, morreu, ressuscitou e está a destra do Pai intercedendo por cada um dos cristãos. Mas muitos podem até perguntar porque devemos pregar? A resposta é simples: porque temos o poder dado pelo próprio Cristo.

Porque temos o poder do Senhor

“mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”. (At. 1: 8)

Analisando esta passagem bíblica percebemos devemos pregar o evangelho porque somos revestidos do poder que vem lá do alto, não um poder terreno, mas celestial e por isso devemos com intrepidez proclamar as boas novas de salvação.
O Espírito Santo está conosco todos os dias para nos ajudar a falar as palavras certas, pois é ele, e não nós, que convence o homem da justiça, do juízo e do engano. Por esta situação privilegiada em que nos encontramos hoje afirmo veementemente que devemos ser as verdadeiras testemunhas de Cristo, zelando pela doutrina do Senhor e difundindo o seu evangelho em todo o lugar, desde nossa casa, nossa vizinhança, e nos mais longínquos lugares da terra.
O Cristão tem o vigor para cumprir a sua missão, basta se dispor desta autoridade lhe concedida, pois é o Senhor que nos sustenta e anima-nos a permanecermos firmes na proclamação do evangelho, que é o poder de Deus para a salvação de todo o perdido. A autoridade já foi dada, então o que estamos esperando? Em Rm 1: 16, 17 o apóstolo Paulo ao escrever a igreja de Roma deixa muitos cristão com vergonha de si mesmos e de Deus, pois ele (o apóstolo) afirmar que não se envergonha do evangelho, enquanto muitos o tem, preferindo morrer pela causa de Cristo do que viver segundo este mundo, “visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé”.
Fique sabendo que o evangelho sendo o poder de Deus aqui nesta terra não sessará, mesmo que você jovem não queira pregar, pois o Senhor fará as próprias pedras clamarem, mas ai dos negligentes com a palavra. Você que tem o poder e não usa esse poder será um dia pedido conta sobre as almas que deixou de irem para o inferno, pois todos nós um dia seremos cobrados.

Porque temos a verdade

Devemos pregar o evangelho porque nós cristãos temos a verdade revelada, o evangelho de Jesus Cristo, entre os homens, e por possuirmos esta verdade devemos divulgá-la, louvando ao nome do Senhor, por causa da sua misericórdia e da sua verdade, que liberta o homem da escravidão do pecado.
A verdade liberta e por que a possuímos devemos compartilhar com os que não a tem, de modo que venham a serem livres de si mesmos e do pecado, sendo livres da ira de Deus que se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens (Rm 1: 18).

Porque temos a responsabilidade

Os anjos anelaram pregar o evangelho, mas a nós foi-nos confiado essa responsabilidade. Cada um de nós que tivemos essa experiência regeneradora pode divulgar o evangelho. Os anjos por não terem essa experiência não o podem anunciar.
No entanto, nós que temos essa responsabilidade, preferimos ficar em nossas casas, com todo o conforto, mas isso precisa mudar, de forma que ponhamos a nossa confiança no Senhor cumpramos com a nossa responsabilidade de filhos que somos e preguemos as boas novas de salvação. Esse é o dever de todo o cristão, pois o próprio Deus nos confiou esta tarefa.

Porque o tempo está próximo

Para finalizar esta breve reflexão, entendemos que devemos pregar o evangelho, também, porque o tempo está próximo, tendo em vista que o próprio Cristo nos alerta “Não dizeis vós que ainda há quatro meses até a ceifa? Eu, porém, vos digo: Erguei os vosso olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa”. (Jo 4: 35).
A difusão do evangelho é um dever de todo o cristão, ainda mais, nos dias atuais, onde há guerras, rumores de guerras, catástrofes naturais, tudo o que o Senhor nos alertou quando o fim estiver próximo, e nos dias é o que mais vemos acontecer, o anúncio da vinda do Senhor, por isso devemos alertar a população para que se arrependam e se convertam ao nosso Deus.
Nós não sabemos quando será a vinda do Senhor, no entanto ele nos deixou o alerta do fim dos tempos, pois os campos já branquejam para a ceifa. Então, comecemos a colher os seus frutos, proclamando a verdade que liberta. Jesus Cristo, o único Salvado!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A vida do jovem cristão


Para entendermos melhor como deve ser a vida do jovem cristão, recorremos à bíblia que nos alerta no Salmo (133: 1), que todo cristão deve viver em união, num mesmo pensamento, pois como ela mesma (a bíblia) fala “o quão bom e agradável é viverem unidos os irmãos”, ao compreendermos que devemos viver em união, não importa se os jovens congregam em igrejas distantes umas das outras, devemos ter o mesmo pensamento, o mesmo sentimento uns para com os outros, sendo esse sentimento o amor, o qual proporciona a união entre as pessoas, pois este sentimento aperfeiçoa-nos diariamente e nos une.

No entanto, não adiante existir a união sem o comprometimento para com o outro e principalmente para com o Senhor, que fez os céus e a terra e ainda se entregou por nós, miseráveis pecadores. A bíblia nos fala em Isaías (55: 6) que devemos “buscar o senhor enquanto se pode achar e invocá-lo em quanto está perto”, esta busca e invocação significa o compromisso para com o Senhor, pois quem o busca, está em sujeição a Deus, obedecendo-o e cumprindo o seu querer.

Devemos procurar ter uma vida espiritual verdadeiramente condizente com o padrão cristã, o Senhor nos fala a esse respeito em I Pedro (1: 16), considerando uma virtude da vida cristã, por isso o Senhor exige que vivamos como ele é, pois Deus afirma “sede santos porque eu o Senhor sou santo”.

Abordaremos no decorrer do texto três características que são as palavras-chave de uma vida cristã vitoriosa, que por sua vez, se concretiza quando o servo do Senhor propõe-se em viver a palavra de Deus, praticar a santidade e desviar-se dos prazeres do mundo.

Vivendo a palavra de Deus (I Pe. 1: 14-16)

A PALAVRA de Deus está em nossas mãos, mas indagamos de que maneira estamos fazendo uso dela? Esta é uma pergunta pertinente para entendermos o proceder o jovem cristão de hoje, pois a palavra de Deus nos fala que devemos viver a palavra de Deus através de alguns critérios, tais quais:

a)    Cingindo com o Espírito Santo: devemos viver na  

b)    Ser sóbrio: Devemos ter o auto-controle de nossas vidas.

c)    Esperar na graça do nosso Senhor: Devemos a cada dia confiar no nosso Senhor, não nos preocupando com o dia de amanhã, pois o dia trará o seu próprio mal, então, vivamos uma vida na dependência do Senhor.

d) Observando a obediência: Não devemos nos entregar ao pecado que outrora fazíamos, de forma a não sermos moldados pelas paixões anteriores, mas sim, observar o que Jesus nos ensinou.


A prática de santidade (Ef. 5: 1)

A respeito da prática da santidade a bíblia nos alerta que devemos viver como ele é. A prática de santidade significa viver em santidade, ou seja, uma vida de imitação a Cristo. Nossa vida deve produzir um caráter santo, pois aquele que nos chamou, chamou-nos para vivermos uma vida de santidade. Precisamos ser santos, pois, ele é SANTO, sendo que, ele nos separou para vivermos para ele, pois santo significa: separado.

Se somos filhos de Deus, busquemos uma vida de santidade, desviando-nos dos prazeres do mundo praticando uma vida de santidade. Devemos buscar uma vida de identificação com Cristo, pois ele nos fala: sede meus imitadores como filhos amados. Mas como podemos viver uma vida de santidade? A bíblia nos alerta que podemos viver uma vida de santidade desviando-nos dos prazeres do mundo.


Desviando-se dos prazeres do mundo (I Jo. 2: 15-17)

Você pode desviar-se dos prazeres do mundo? Quais os prazeres que te agradam mais, as espirituais ou as terreais?

Jesus mesmo disse que não tinha prazeres nas coisas do mundo. Devemos seguir o seu exemplo, pois se tivermos a comunhão com o mundo, seremos o que o mundo é, como por exemplo: carnal, perverso, adúltero, diabólico, entre outras coisas que podemos citar, mas ficamos por aqui.

Devemos banir as coisas do mundo porque somos novas criaturas, e eis que tudo em nossa vida se fez novo, as nossas práticas não devem mais ser as mesmas, pois se amarmos o mundo o amor do Pai não está em nós e enganamo-nos a nós mesmos como a bíblia nos fala.
Como já afirmamos acima, as práticas do mundo devem ser banidas da vida do jovem cristão, como por exemplo: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, pois são os apetites da nossa natureza terrena e perversa. Será que estamos em auto-controle?

Analisemos uma coisa, se nós não somos deste mundo, então, em que estado está a vida do jovem cristão dos dias de hoje?

Este debate teológico sobre a vida do jovem cristão é fundamental para que tenhamos uma juventude condizente com a palavra do Senhor, um jovem que procura ser útil no seu serviço. Não uma juventude morta, mas sim viva e que se desvia dos prazeres do mundo, vivendo na prática da santidade e guardando a palavra de Deus e seus corações.